Às vezes, mas só às vezes, me pego pensando podia ser diferente. Tenho tantas incertezas e medos, pois é nessa época do ano que eu fico frágil. Penso com toda a calma do mundo no meu ano e mesmo sem querer, faço um balanço dele. Puxa, estou sobrevivendo a mais um. E haja coragem.Tive coragem.
Meu ano não foi ao meio. Ele foi por inteiro, ao extremo. Ao extremo de tudo, exatamente tudo aquilo que pensei várias vezes em desistir e a querer olhar para trás (nunca olhe).
E meu coração sempre espera riquezas maiores. Maiores do que os nossos limites, maiores que os nossos medos. Me nutro de afeto e sensibilidade.
Ao mesmo tempo que me encontrei, me perdi. Gritei aos sete ventos o que eu esperava de tudo, joguei pra cima da minha própria consciência as falhas humanas, as meras tentativas de adoçar o amargo. Tive pressa e me perdi entre as linhas, apressei o ponto, mas sem querer que ele fosse o final.
Posso dizer que aprendi algo no decorrer do tempo, se foi o certo ou o errado, talvez seja confuso dizer. Aprendi realmente só o que quis, o que não quis, me enfiaram goela abaixo. Foi o resto. E o resto?
Quem foi que disse que preciso do resto pra ser feliz?

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