Quando gemeu ''dói tanto'', contei da moça vadia sozinha chorando, bebendo, fumando (como num bolero). E quando ele perguntou ''por quê?'', compreendi ainda mais. Falei: '' Porque é daí que nascem as canções''. E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?
Caio Fernando Abreu.

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