08 dezembro, 2009

Na falta do que falar.

A minha curiosidade em saber o que se passa pela sua cabeça é maior a cada dia. Não encontro porquês e nem respostas pra tanta falta de amor próprio. Em algumas situações o orgulho grita pra ser encontrado, mas você nem procura por ele.
Tudo isso é medo? Teu interior é tão pequeno e necessitado de tudo isso? Que tipo de pessoa suporta amar assim?
Não escrevo por necessidade de te ter aqui comigo. Estou livre do fantasma da tua lembrança. Ele não me pertuba mais pois resolvi fechar as janelas, e mesmo abrindo-as, ele não está mais aqui. O que sinto não é mais amor, é apego, acredita?
Você me veio de um jeito manso e frágil, cuidei da tua sensibilidade e dediquei todo o meu amor à você. Como você mesmo disse, você se encantou com a minha bondade e eu com a sua. Foi rápido, mas intenso mesmo com seus enganos. Depois joguei na tua cara o que você tinha feito, me tirando da tua vida como um objeto descartável.
Hoje não sei ao certo explicar. Mas sabe, do que eu sei, era pra ser assim. Me vejo completa o bastante pra não aceitar um meio-amor. Não estou sendo injusta nem nada, mas foi meio-amor. E agora esse meio passou a ser um inteiro de novo, mas não por mim, é claro.
Um inteiro ferido, um inteiro magoado, um inteiro humilhado. Você tapou seus olhos e seus ouvidos e só abriu esse teu coração perfurado. Esqueceu da importância de um sentimento ser puro.
Descobri que minha alma é completa demais pra ser doada à você.

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Que seja doce.

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"Você nunca se viu como – não sei como descreveria – como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol. Deve saber de que tipos de pessoas estou falando. Talvez não saiba."

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