25 dezembro, 2009

O que eu não sei, mas desejo que aconteça.




Alguma coisa sempre falta. Talvez seria um abraço que proteja das dores, ou um caderninho de anotar sonhos. Um ramo de alegrias cotidianas, uma simples palavra ou talvez só seria aquele sorriso, aquele mesmo, de lado, ou aquele olhar de canto.
Do meu mundo não sei muita coisa, do que eu penso não sai tanta coisa. Me esqueço e me recordo todo dia, aquelas mesmas linhas que eu sempre desejo que se encontrem no infinito. No peito, aquele buraco que se preenche e se esvazia várias vezes ao dia. Vou ao meu extremo de felicidade, volto ao meu extremo de irrealidade. Preencheria uma vastidão com tudo que imagino, mas que depois me despeço, sem ter por que, nem razão. Parece aquela súbita necessidade de abraçar um mundo, um mundo qualquer, mas que ele exista em mim e eu exista nele. Que eu seja pra ele sem querer a maior riqueza do mundo.
A lágrima que escorre em minhas bochechas é a mesma que depois pertuba minha boca e faz ela se alargar. A lua que ilumina a minha noite é a mesma lua que é vista por mim e que de repente se apaga, porque eu desejei naquele instante que fosse assim. Os sentidos que me encontram são os mesmos que eu fujo para não sentir. Caio e levanto várias vezes ao dia por medo do apoio se esconder, não querer ser a minha necessidade. Tudo é confuso, arranha a alma, às vezes sangra. Depois cura, ilumina e sorri.

Te quero bem, me queira bem também.
Feliz Natal.

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"Você nunca se viu como – não sei como descreveria – como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol. Deve saber de que tipos de pessoas estou falando. Talvez não saiba."

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