Venta lá fora e eu continuo aqui limpa sem a poeira nos olhos. É difícil falar quando nada acontece, fácil é pensar quando a única coisa que se ouve são os ecos da própria voz.
Minha mãe disse que eu me prendo muito à detalhes, à coisas pequenas. Deve ser a minha necessidade tonta de ser/ter claridade. Não por fora, mas por dentro. Não reclamo de nada, acho que também não espero muita coisa das pessoas, mas de mim, como se eu fosse sempre o júri da própria peça. Cravo na caixa de recordações a imensidão da minha necessidade - de estarmos sempre perto, mesmo longes...
Meu coração já não manda e desmanda mais nada, sei disso. Ele cala e consente.

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