01 março, 2010

E quando a hora chegar.

Penso sempre que um dia nós ficaremos mais claros e mais calmos e que nossos silêncios não vão ser mais essas palavras não ditas e esses olhares de canto. Nos perdemos e voltamos a nos perder em cada momento, não estou mais em coisas que você vê e nem você está em coisas que eu vejo, dia após dia a tua ausência se faz mais presente, não sei mais da tua cor preferida nem do teu gosto pelo bolo de coca, não te imagino rindo pra mim daquele jeito se escondendo e olhar brilhante, há porções de coisas minhas que você não sabe mais, talvez eu te contaria isso em amor e talvez não seria mais preciso.
Nossos caminhos se mostram cada vez mais dispersos em passos largos e difusos, a felicidade que um dia você disse que estava em alguns quarteirões da minha casa agora é distante. O nosso amor à primeira teclada e a aventura do nosso primeiro encontro num dia chuvoso onde fomos parar num casamento, escorre por entre os vãos da minha memória, confesso que às vezes preciso reler tuas palavras antigas pra guardar pelo menos um pouco do que você era em mim. Eu deixei muitas cicatrizes pra trás, remoer passados e histórias só faz empacar a vida. A tua lembrança é boa em mim, e apesar de tudo, me sinto feliz que seja assim.


"Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei."

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"Você nunca se viu como – não sei como descreveria – como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol. Deve saber de que tipos de pessoas estou falando. Talvez não saiba."

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