10 maio, 2011

É só um som, no fim do mundo, vem até o fim de mim.
Aqui, assim, no fundo de um vulcão.
A voz, carvão, no ar em combustão.
É só um som, a dor de ser alguém, de longe vem.
Maré, trovão, de além.
Até aqui, na voz de quem também é só um som.
No meio da multidão.

Arnaldo Antunes

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Que seja doce.

Minha foto
"Você nunca se viu como – não sei como descreveria – como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol. Deve saber de que tipos de pessoas estou falando. Talvez não saiba."

Marcadores

há tempos

Seguidores