"Sempre posso parar, olhar além da janela. Mas do interior do trem em movimento, nunca é fixa a paisagem. Os pés de ipê colorido misturam-se às paredes de concreto à ruazinha de casas desbotadas e a ruazinha de casas desbotadas às caras das lavadeiras na beira do rio, que desta distância não são móveis nem vivas, mas sem feições, esculpidas sob trouxas brancas, e o roxo e o amarelo outra vez dos ipês, e o marrom da terra, e o bordô das buganvílias, e o verde de uma farda atravessando os trilhos. Há um excesso de cores e de formas pelo mundo. E tudo vibra."
Morangos Mofados- Caio F.

Nenhum comentário:
Postar um comentário