22 agosto, 2011

Eu canto pra ver se espanto esse mal, mas só sei dizer um verso banal. Fala em você, canta você, é sempre igual. Sobrou desse nosso desencontro um conto de amor sem ponto final. Retrato sem cor, jogado aos meus pés e saudades fúteis, saudades frágeis, meros papéis. Não sei se você ainda é a mesma, ou se cortou os cabelos, rasgou o que é meu. Se ainda tem saudades e sofre como eu, ou tudo já passou, já tem um novo amor, já me esqueceu.

Chico Buarque

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Que seja doce.

Minha foto
"Você nunca se viu como – não sei como descreveria – como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol. Deve saber de que tipos de pessoas estou falando. Talvez não saiba."

Marcadores

há tempos

Seguidores