19 janeiro, 2010


Estrangeiros de nós mesmos.

Contemplei com o sopro do ar a beleza incolor dos meus dias, invisível e quieta beleza que me fez recuar de mim mesma. Não seria certo dizer que nos conhecemos a ponto de querer exatamente que tudo corra nos conformes que nos é vital, até segunda ordem a beleza ainda está aqui. Olha, tenho o movimento do abrir e fechar dos olhos no teu ar que eu não respiro. Disseste de repente que tudo tende a seguir a sua direção, mesmo com caminhos tortos.
Sinto o gosto da não-cor, experimento a sensação escapista; a fuga de não-sei-mais-o-que.
Sou tão estrangeira de mim mesma.

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Que seja doce.

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"Você nunca se viu como – não sei como descreveria – como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol. Deve saber de que tipos de pessoas estou falando. Talvez não saiba."

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