18 janeiro, 2010

Fico alheia às minhas vontades.

Se nesse instante viesse um pé d'água eu correria para me lavar, quem sabe assim a alma não fica limpa.
Ombros ao meu lado e eu querendo justamente a parte que falta. Eu a distancio dos olhos, mas na quietude das minhas horas, no cansaço dos meus braços, percebo então que ela sempre me faltará.
Fria e misteriosa parte.
A gente vai se fechando pro mundo, peneirando o coração, distribuindo partes pelo caminho sem saber aonde chegar. Caminhamos em círculos e círculos, caímos num labirinto da nossa própria mente, os sentimentos se escurecem e machucam, cutucam, querem tanto explodir. Mas explodir pra que? De novo, novamente o mesmo fim? O fim que nunca termina, o fim que insistimos em dizer que chegou a hora de nos deixarmos pra sentir verdadeiramente o vento no rosto e dizer que tudo aquilo é real. Empurramos tudo com o barriga prevendo o futuro inútil engolindo consolos e distanciando o coração. Um coração que pede, por favor, ele pede, traz a paz, traz o sossego, vem pra arrumar a minha confusão, fechar meus olhos parados e cansados, tá tudo bem, agora está tudo bem. A esperança adiada está chegando ao fim, talvez ela saiba que é realmente o fim, ela sabe, ela sabe.
"Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraiso que nos persegue."

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Que seja doce.

Minha foto
"Você nunca se viu como – não sei como descreveria – como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol. Deve saber de que tipos de pessoas estou falando. Talvez não saiba."

Marcadores

há tempos

Seguidores